No começo da década de 2000, o cena underground norte americana de posters de rock passou por um renascimento surpreendente. Embalados pelo surgimento do Gigposters.com, um catálogo precioso de posters de todo o mundo, novos artistas surgiram e injetaram criatividade e talento no movimento.
É nessa onda que mergulhou a diretora Eillen Yaghoobian para produzir seu documentário Died Young, Stayed Pretty.
O filme segue Yaghoobian enquanto ela percorre os Estados Unidos e Canadá atrás desses artistas da contra-cultura. Art Chantry, Brian Chippendale, Ames Bros, Print Mafia e Rob Jones são algumas das ilustres figuras que aparecem na tela. Em seus portfolios, artistas como Arcade Fire, Broken Social Scene, Radiohead, White Stripes, Ween, Sonic Youth, Pearl Jam, Queens of Stone Age, Bob Dylan… a lista é grande.
Nas palavras de Eillen:
“I’m thrilled to be able to give voice to this close-knit group of DIY artists that are giants within their own world but remain unknown to the mainstream. Stealing from the golden era of Americana, they pervert classic pop culture references and slap it in the face of polite society while safely treading under the radar- picking up pieces of America’s disposable culture and turning them into beautiful obscenities.”
Pensando em reestruturar seu site, Beck lançou um ambicioso projeto chamado Record Club. A ideia é reunir uma cambada de amigos em seu estúdio (diga-se de passagem, o cara está sempre bem acompanhado) e regravar um disco inteiro de algum artista/banda em apenas UM dia. Depois de gravado, Beck vai liberar uma faixa por semana.
O primeiro álbum escolhido foi “The Velvet Underground and Nico” e Beck contou com a ajuda de Nigel Godrich, entre outros. Duas faixas já foram liberadas, você pode conferir abaixo.
Uma pergunta aparentemente simples: O que é um Browser? Mas ela pode provar como a compreensão de alguns conceitos de internet ainda está muito distante da grande maioria da população.
Essa pergunta foi feita a 50 pessoas que passavam pela Times Square, em Nova York. Surpreendentemente, apenas 8% conseguiu respondê-la corretamente. Veja o vídeo.
O projeto Mil Casmurros foi o dono do primeiro leão brasileiro em Cannes 2009. Merecidamente, eles levaram a categoria PR (Public Relationship).
O projeto, criado pela LiveAd, para promover a minisérie Capitu, da Globo, consistiu numa leitura colaborativa do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis. A obra foi dividida em mil partes, cada uma lida por uma pessoa diferente, que gravava sua leitura no site.
Segundo a agência, a mídia espontânea gerada pelo Mil Casmurros pode ser calculada em 6,7 milhões de dólares. Abaixo, você pode conferir o videocase do projeto, mostrando sua dinâmica e alguns números impressionantes.
Enquanto vemos milhares de marcas utilizando a Realidade Aumentada para interagir com seus consumidores, eis que surge um aplicativo interessantíssimo para celular fazendo uso desta tecnologia.
Layar é o primeiro browser com Realidade Aumentada. Combinando GPS, bússola e câmera, ele oferece um impressionante sistema de navegação, interagindo com lugar onde você aponta seu celular.
Veja como funciona:
Acredito que o Layar vai abrir uma infinidade de possibilidades de exploração da Realidade Aumentada. Por enquanto, ele está disponível apenas para Android, mas logo chega também para o iPhone 3G S.
Diz a lenda que os argentinos não se entendem nem na hora de pedir refrigerante. Uns chamam a Pepsi de Pepsi, outros chamam-na de “Pecsi”. Segundo Rodrigo Grau e Ramiro Rodríguez Cohen, da BBDO, eles aproveitaram isso para brincar com a possibilidade dos argentinos pedirem Pepsi ou Pecsi como quiserem.
O Dragão que velou o Monte Estoril durante nossa estada em Portugal não era certamente chinês ou japonês, pois possuía asas. De asas fechadas vigiava a terra, o mar e o céu. Poderia ter vindo das nuvens, célebres fornecedoras destes fantásticos seres conforme observou Shakespeare: “sometimes we see a cloud that’s dragonish”. Porém não tínhamos a certeza se viera das nuvens porque este fabuloso ser provém de infinitos lugares e assume formas diversas, segundo acredita cada povo. Pode ter ou não asas, soltar fogo e fumaça, ser brilhante ou totalmente negro, ter escamas, patas, cavalgar o vento e pode chegar ao céu. Pode ser visível ou invisível. Alguns têm escamas, outros uma barba, língua longa e dentes afiados. Conrad Gesner (1516-1565) naturalista suíço publicou entre 1551 e 1558 a sua “Historiae animalium”, obra científica, onde não é posta em dúvida a realidade do dragão. Possui vários nomes, dependendo do país onde habita. Em Portugal chama-se Coca, é fêmea e foi contra ela que São Jorge lutou. Perdeu sua força quando o santo guerreiro cortou-lhe uma orelha. O nosso Dragão do Monte Estoril – e digo nosso, pois nos fez companhia durante os quase oito anos em que lá moramos e ainda deve estar por lá a vigiar – provavelmente é aquele que, já não precisando guardar o tesouro fabuloso que durante 300 anos vigiou por volta do século VIII (conforme a saga do Beowulf) emigrou para terras mais amenas. Dissimulado como todo Dragão, conforme a hora do dia poderia ser visto de uma maneira ou de outra. Pela manhã e ao entardecer é que se mostrava na sua melhor forma. Nem todos o viam e muitos duvidavam de nossa sanidade quando o tentávamos mostrar. Os artistas logo o identificavam na paisagem vista da janela de nossa casa. Fotografei-o para mostrar aos incréus.
Dico Kremer.
Dico Kremer, 40 anos de fotografia na área publicitária, nasceu e trabalha em Curitiba. Drop out do curso de direito da UFPR, trabalhou nos Estados Unidos, Suécia, Bélgica, Itália e em Portugal, onde morou quase 8 anos.
P.S. Esta é a primeira colaboração de Dico para o Coisa Semanal, e nós ficamos ansiosos pela próxima.