novembro, 2009

A mais velha e a mais nova Misirlou


Muitos de nós conhecemos a música Misirlou por causa do filme de Quentin Tarantino, o clássico Pulp Fiction de 1994. Esta versão foi gravada por Dick Dale & The Def-Tones em 1963 no maior estilo Surf Music. Mas a música na verdade é uma canção popular grega chamada originalmente de Μισιρλού (tradução direta para Misirlou), que significa Garota Egípcia. A primeira vez que esta música foi tocada por uma banda e relacionada a um artista foi em 1927 com Michalis Patrinos. Posteriormente, em 1941 Nicko Roubanis remodelou a mesma em jazz e a registrou. Como não havia nenhum autor, Nicko ficou com os direitos da música. Por volta de 1930, Tetos Dimitriades regravou (que é a versão que lhes apresentarei). No ano seguinte, Patrinos resolveu gravar novamente. Eis que em 1963 Dick Dale, filho de pais Libano-americanos, rearranjou a música e a transformou em um solo de guitarra. Voltemos para nosso ano de 2009, graças a tecnologia do Youtube, surge uma das versões mais criativas da música feita pelo “partyzant” e seu filho Mikos, misturando a técnica tapping e dois lápis.


A versão de Tetos Dimitriades:

Pencils, Pulp Fiction and guitar:


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Flávio Damm. Para ver no Olho.


Flávio Damm gaúcho de nascimento e carioca de coração, 81 anos com 65 de profissão é um dos mais importantes e criativos fotógrafos brasileiros. Jornalista e documentarista viajou o Brasil e o mundo. Olhando com olhos de ver, como bem dizem os portugueses, fotografou em Preto&Branco (sua paixão) com paciência, ousadia, talento e ética o que a sua aguçada sensibilidade guiou.

Vale a pena conferir a exposição que está tendo lugar no Museu Oscar Niemeyer entre os dias 12 de novembro de 2009 a 28 de fevereiro de 2010 de terça a domingo entre as 10:00 até 18:00. A seleção de 80 fotos que o autor apresenta é uma aula sobre o olhar.

Dico Kremer/Nov 2009

Exposição Flávio Damm
Museu Oscar Niemeyer
12/11/2009 a 28/02/2010
Terça a domingo, das 10h às 18h.


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Pratas da casa na Galeria Lúdica


A Rua Inácio Lustosa (bem na esquina com a Rua Duque de Caxias), em Curitiba, virou o mais novo ponto de encontro de mentes criativas com o espaço multicultural Galeria Lúdica.

Encabeçado pelo pessoal do coletivo que leva o mesmo nome e organizador do famigerado Mega Bazar Lúdica, evento conhecido por descobrir, apoiar e divulgar trabalhos de novos designers, estilistas e artistas plásticos.
Em um aconchegante espaço com mais de 300 m² divididos em escritório de criação, loja-conceitual, galeria de arte e café-bistrô, a Galeria Lúdica apresenta até março do ano que vem a mostra “Pratas da Casa”, sua exposição artística de inauguração. O conteúdo é um verdadeiro composto psico-vitamínico para fortificar a saúde de um circuito cultural que vem crescendo e se estabelecendo na cidade. Traz uma síntese do pensamento estético crítico desta geração. Nomes e linguagens reconhecidos tanto nas ruas, quanto nos circuitos oficiais da arte, – como Jorge Galvão, Juan Parada, Rimon Guimarães e André Mendes – ajudam a consolidar essa estrutura, coroados por acreditar numa proposta ousada, fundados na cooperação e diversidade.

A Galeria Lúdica é parada obrigatória para os antenados que estiverem em Curitiba.

Rua Inácio Lustosa, 367.
Curitiba-Brasil
www.galerialudica.com.br

De segunda a sábado das 10 às 22 horas.
Domingo das 13 às 20 horas.

Fotos: Michele Micheletto


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Pedra, papel, tesoura.


Quando tudo pode ser criado digitalmente, o fazer à mão ganha outro charme e poder. Vejo uma crescente legião de criativos espalhados pelo mundo, que mesmo dominando avançadas ferramentas digitais conseguem fazer um remix “anadigi”, como se dizia nos falecidos 80.

Tenho visto várias campanhas que usam técnicas analógicas de produção. E não precisa ser algo de outro mundo não. Simplicidade e senso estético apurado é quem mandam. Existem projetos feitos com papel, cola e tesoura e quase sem pós-produção tão impressionantes quanto CGIs milionários.

Quando bati o olho nessa campanha dos sorvetes Ben & Jerry’s achei o visual muito poderoso e coerente com a pegada do produto, um sorvete “caseiro”. Quando você descobre que é tudo feito à mão mesmo, usando até garrafa PET como estrutura dos bichinhos, a coisa fica ainda mais saborosa.

Como é raro poder ver os bastidores dessas produções “low tech”, segue o “making of” onde dá entender cada detalhe do “mão na massa” dos caras.

Veja outros exemplos de coisas à mão que ficaram bem resolvidas. Se você der uma busca por mais desse assunto verá que não é uma tendência ou modismo, o feito à mão ganhou seu lugar ao lado do high tech e não sai mais de lá.


Papercuts for YCN from Sue Doeksen on Vimeo.


Caixa Sabadell from UnitedFakes on Vimeo.


Handcraft Love Land from UnitedFakes on Vimeo.

Fontes:
http://vimeo.com/suedoeksen
http://vimeo.com/maxmana
http://www.unitedfakes.com/
http://www.facebook.com/Adrian.jh.chan
http://lookslikegooddesign.com/
http://twitter.com/CS74_


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Banguela chique.


Polly van der Glas é uma designer de joias com ideias que vão por a piruada pra correr. Em sua recém lançada coleção você vê anéis cravados de dentes humanos, colares e pingentes exibindo lindos molares. Essas peças foram confeccionadas a partir de dentes de doadores indianos e chineses. Van Der Glas garante que esteriliza cada dente antes de você sair por aí exibindo esse luxo cariado.


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