Inception. Para mentes com muitas camadas


Definitivamente, Inception ou A Origem, como resolveram chamar pra ficar mais atraente para o povão, não é um filme para mentes simples e acostumadas a ver novelas iguais há décadas. Christopher Nolan escreve e dirige um filme que, como em Dark Knight, faz você colar na poltrona do começo ao fim. Nolan usa uma fusão de ideias interessantes e complexas, mas sem deixar o interesse pela trama desandar.

Inception é daqueles filmes que se só usasse bons atores, mesmo que desconhecidos, seria memorável do mesmo jeito. Claro que talvez Nolan não teria conseguido o orçamento necessário pra realizar esse Inception de hoje. Poderia virar um filme para pseudointelectuais discutirem no bar, como os de David Lynch, que são obras que não incluem a massa como público.

Christopher Nolan consegue nos dar duas horas e meia de prazer, insanidade, visual fantástico, atuações invejáveis e cuidado extremo com detalhes que só uma produção milionária pode oferecer em abundância. O time de atores de 1ª linha é um bônus no pacote de Nolan. O jovem diretor, de apenas 40 anos, ainda tem muito a nos oferecer nas telas. Vida longa e próspera ao cara que deu a Batman o devido respeito.

Bônus:
Ouça o RapaduraCast #195 explora super bem a biografia de Nolan, com opiniões divergentes e comentários inteligentes sobre a filmografia do diretor.

Veja também uma entrevista bem interessante com os envolvidos em A Origem (odeio esse nome, parece coisa bíblica).

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Um comentário para “Inception. Para mentes com muitas camadas”

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