Propaganda, poesia e música

Direto do túnel do tempo, é hora de relembrar a campanha de Natal de 2006 do Boticário, criada pela AlmapBBDO. O comercial de um minuto, intitulado “Poema”, veiculou em rede nacional, num filme que trazia um menino se esforçando para decorar um dos mais conhecidos sonetos do poeta português Luís Vaz de Camões.

Mas afinal, o que é o amor? Esta é uma pergunta sem resposta, mas uma coisa é certa: os apaixonados pela leitura provavelmente irão concordar que a definição do poeta chega bem perto de uma explicação para este sentimento tão vago, contraditório e paradoxal. Na íntegra:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

E para fechar, que tal uma outra releitura para os versos de Camões? Na voz de Renato Russo, a música Monte Castelo:

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Um comentário para “Propaganda, poesia e música”

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