Um Ponto Cego – Prefácio
Sou uma pessoa que acha que o ser humano, em especial no Brasil, já foi pro caralho. Raros são os momentos em que eu realmente encontro um motivo para pensar o contrário. Afinal, convivemos todos os dias com pessoas que estão cagando e andando para o futuro do país, da sua cidade, do seu povo e até mesmo de si. Mas e daí, né? “Agente temos” comida pra comer, “agente temos” carnaval todo ano, temos também o futebol nas terças, quartas, quintas, sábados e domingos e, de quebra, dá pra fazer aquele churrasquinho acompanhado de um pagodinho na lage com uma cervejinha bem gelada!
Diariamente somos bombardeados de inutilidades, futilidade e tantos outros termos que dariam uma bela lista. A televisão, o rádio e a internet conseguem deixar a cada dia que passa o povo mais alienado e desinteressado por questões importantes como a política. O Felipe Neto postou um vídeo no seu canal do YouTube que trata exatamente disso: a forma como a “massa” é conduzida, como nossos pensamentos e ações são formatados para pensarmos e agirmos do jeito “deles”. George Orwell previu esse cenário há mais de 60 anos no livro “1984″.
Certa vez li um livro que continha a seguinte frase: “Nossa geração foi ensinada a decorar os fatos históricos. Se ao menos entendêssemos esses acontecimentos, poderíamos fazer uma reflexão profunda e ‘prever’ possíveis acontecimentos no futuro, pois a história é cíclica”. Não questionamos, não aprendemos, não pensamos… Esse é o nosso ponto cego. Esse é um pequeno cisco que quando enfiado em nossos olhos, toma proporção capaz de tapar toda nossa visão.
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