Corinthians ganha do Palmeiras nos pênaltis
Gente, desculpa interromper o fervo em torno da SUPOSTA morte de Osama Bin Laden (aliás, estou com o Donald Trump: só acredito vendo). Mas eu venho por uma causa mais do que nobre: falar da es-pe-ta-cu-lar vitória de ontem do Corinthians sobre o Palmeiras, que levou o alvinegro para a final do Campeonato Paulista.
Sim, espetacular. E digo o porquê.
O Palmeiras tinha mais time? Tinha.
O Palmeiras jogou melhor? Jogou.
O Palmeiras tem mais técnico? Aham.
Mas parece que eles mesmos esqueceram disso.
O clássico começou muito antes de a bola rolar, como sempre. A semana foi cheia de provocações entre os dois times, catimba e aquela coisa toda. Mas é verdade que o Palmeiras catimbou mais. Primeiro eles criticaram a escolha do juiz, Paulo César de Oliveira. HAHA.
Boatos que por dois motivos:
1. Porque esse juiz teria um histórico de erros de arbitragem contra o Palmeiras.
2. Porque teria sido uma indicação dos corinthianos (após um aval dos próprios palmeirenses).
Não sei se isso é verdade, mas, assim… Eu mesma também preferia que fosse outro árbitro. Não sei… Depois daquele jogo baixaria que o Edilson, na final do paulistão de 99, fez uma exibição de futebol arte e foi levantado pelos palmeirenses Junior, Paulo Nunes e o rapa, que acabou 2 a 2 e deu o título para o coringão, o Paulo César ficou meio que marcado.
Nesse jogo ele até expulsou o alviverde Cléber, aos 20 minutos de jogo, mas só porque a regra é clara. O cara quase partiu o nosso Marcelinho no meio. Não lembra? Olha aí:
E ontem aconteceu de novo: o Paulo César expulsou o Danilo, do Palmeiras, mas só por causa de um entrada criminosa em cima do Liédson.
Meu, a regra é clara.
Uns dois minutos antes disso, o craque do time, o salvador, o ídolo Valdívia foi fazer uma graça no drible marca registrada dele e se deu mal:
Cômico.
Com um a menos e sem o melhor do time, o Palmeiras continuou melhor, verdade seja dita. Mas eles não estavam muito bem focados na partida. Eles estavam divididos entre dar porrada e reclamar – muito – de qualquer empurrão e jogar bola. E isso aconteceu no banco também. O Felipão se descontrolou completamente, bateu boca com o Tite – técnico corinthiano -, fez um gesto de que o juiz estava roubando e, lindo, foi expulso. Talvez se ele ficasse lá para orientar o time dele, a história teria sido diferente.
Mas o que aconteceu é que o Palmeiras abriu o placar, o Corinthians empatou – a trancos e barrancos – e levou a disputa aos pênaltis. O coringão, que vinha treinando

Es-pe-ta-cu-lar. Palmeiras 1 (5) x 1 (6) Corinthians
desde que se classificou para a segunda fase – e foi o primeiro time a se classificar – levou a melhor com cobranças muito bem batidas, e uma defesa espetacular do Julio César. E o Palmeiras estava lá, nervoso, inconformado e sem otécnico para dar aquela acalmada.
Moral da história?
O time que era melhor se preocupou demais em ganhar no grito e na porrada em vez de só jogar futebol. Sorte nossa, Nação Corinthiana. Porque se eles tivessem jogado tudo o que eles sabem mesmo, tinham atropelado a gente fácil, fácil. E, com o Corinthians, é assim: no sofrimento, no final, na raça e quando a gente está ruim, as coisas dão certo.
Agora, contra o Santos, o negócio é se apegar a isso, de que “em clássico não tem favorito”, e fazer o que nos resta: #oremos.
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