COISA CINEMA – CONTÁGIO

Contágio não é mais uma daquelas histórias pós-pandemia, a la Walking Dead. O filme já começa com os dois pés no peito e daí pra frente não deixa de prender a atenção dos espectadores nem por um minuto – acredite em mim -, mesmo sem muitas cenas de ação. Ele conta a história de um vírus que surge de ‘um jeitinho bem peculiar’, desde o primeiro infectado, até quando já são milhões, sempre deixando claro quantos dias se passaram do início da contaminação. O legal aqui é que a gente conhece muitos personagens, de várias cidades do mundo. Tem gente comum tentando salvar a própria vida, médicos fodões, blogueiro jornalista investigativo que vira celeb da web, uns que aparecem de repente e somem do nada. Além disso, tem muita política e conspirações envolvidas na coisa toda.

O que deixa a galera sem piscar durante toda a trama é esse emaranhado, junto com o caos e o pânico, sempre presentes, que deixam a população incapaz de raciocinar e continuar vivendo civilizadamente. Ainda tem umas cenas filhas da puta sutis de cumprimentos e maçanetas que mostram como um vírus realmente pode se alastrar rápido e fazem as pessoas saírem do cinema neuróticas. Outro fato que incomoda bastante é que fica muito claro que se houvesse um surto desses de verdade, certamente seria bem parecido com o que o filme mostra. O mundo não ia saber lidar com isso. Ponto.

Se você quer uma última dica, esqueça a possibilidade de dividir sua pipoca desde o início, porque você vai mudar de ideia.

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