Posts feitos por João Guilherme

Imagem da Palavra expõe na Biblioteca Pública do Paraná

Coletivo formado por 27 fotógrafos apresenta mais de 60 imagens na comemoração de seu primeiro ano

Reunir belas imagens e incentivar a cena fotográfica provocando a imaginação de fotógrafos profissionais e amadores. Esses são alguns dos objetivos do Imagem da Palavra, projeto colaborativo que completa seu primeiro ano com exposição na Biblioteca Pública do Paraná.

Dirigido e editado pela jornalista Isadora Pitella, o projeto, hospedado no site www.imagemdapalavra.com.br, conta com a participação de 27 fotógrafos e já registrou imagens de mais de 30 palavras da língua portuguesa. “Trazer uma seleção deste primeiro ano do Imagem da Palavra para a Biblioteca Pública do Paraná diz muito sobre nosso trabalho. Nossos colaboradores exploram o significado das palavras da língua portuguesa das mais diferentes formas que podemos imaginar. Os trípticos gerados por cada artista exercitam pontos de vista, pois ao dividir uma palavra em três imagens, brinca-se com a totalidade, com a forma e com os significados. E, a Biblioteca Pública é, sem dúvida, uma bela moldura para o que estamos desenvolvendo”, diz Isadora.

Na exposição, 25 trípticos apresentam parte do acervo do projeto. A curadoria é de responsabilidade de Isadora, ao lado de Tânia Buchmann, fotógrafa e coordenadora do curso de fotografia do Centro Europeu, e Téo Pitella, fotógrafo e coordenador dos workshops de fotografia da Aldeia Coworking. A exposição Imagem da Palavra faz parte da programação da I Semana de Fotografia de Curitiba, que acontece de 15 a 21 de agosto em diversos pontos da cidade. A abertura da exposição acontece dia 15, às 19h, no saguão da Biblioteca Pública do Paraná.

Fotógrafos participantes:
Charly Techio, Eduardo Camargo, Eduardo Macarios, Elisa Ferrer, Érico Hessel, Fab, Fabricio Cassiano, Fred Mendes, Geísa Borrelli, Guadalupe Presas, Guilherme Zawa, Henrique Borges, Juliana Moraes, Kristiane Foltran, Larissa Tanaka, Laupo, Lis del Barco, Melanie d’Haese, Milena Celli, Priscilla Miashiro, Ricardo Perini, Roberto Pitella, Sergio Souto, Simone Maurina, Tânia Buchmann, Téo Pitella e Zaclis Veiga.

Coquetel de abertura da exposição Imagem da Palavra
15 de agosto, das 19h às 22h
Biblioteca Pública do Paraná
Rua Cândido Lopes, 133

Exposição Imagem da Palavra
16 a 20 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h e sábado das 8h30 às 13h
Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133)


Curadoria

Tânia Buchmann – Coordenadora do curso de fotografia do Centro Europeu, Tânia Buchmann é fotógrafa pós-graduada em História da Arte Contemporânea, e em Fotografia Avançada. Já participou de diversas exposições coletivas e individuais.

Isadora Pitella – Designer e jornalista, Isadora Pitella trabalha há 5 anos com comunicação empresarial. Colabora com a Revista Inventa desde a primeira edição, em 2009, e é editora do Imagem da Palavra.
Téo Pitella – Fotógrafo e designer gráfico, Téo Pitella é aficionado e agitador da Lomografia em Curitiba. Professor de fotografia do Centro Europeu, Téo é coordenador dos workshops de fotografia da Aldeia Coworking.

Mais informações:
Isadora Pitella 41 8405-2492
Téo Pitella 41 9114-9316


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Sai que quero passar

Andar a pé, de carro, de bicicleta ou pelo sistema público de transporte é um transtorno diário. Não sou muito viajado para afirmar que todas as cidades são assim, mas em Curitiba estamos beirando o caos. Tem pessoas que tentam me catequizar dizendo que São Paulo é muito pior. Sim, os congestionamentos lá são caóticos mesmo, não temos nem parâmetro para comparar e acho que nunca peguei um congestionamento com mais de 1km aqui na capital, mas o grande problema são as pessoas envolvidas nesse sistema falho e congelado no tempo.

Ando de bike para vir trabalhar e quando São Pedro não colabora acabo vindo de carro. Na bicicleta, percebo muito mais a falta de respeito e o estado de ‘foda-se você” que existe. Cada um tem uma visão diferente e nenhuma converge para um bem maior. Os pedestres acham que as bicicletas e os carros não os respeitam. Os carros acham que são donos das ruas e querem tirar os ônibus, caminhões, ciclistas e pedestres da sua frente. Por sua vez, os ciclistas não respeitam a calçada, a faixa e os pedestres.

Falar sobre esse tema é um pouco conturbado, por isso vou citar em mais 2 posts com histórias fictícias que exemplificam como a população não se dá o devido respeito e consequentemente o governo também não.

“São 8 horas da manhã e eu estou atrasado para o trabalho. Preciso chegar em no máximo 30 minutos e estou de bike. Começo a pedalar sem problemas. Saio de casa e pelo centro de São José dos Pinhais ninguém me fecha, me xinga ou não deixa passagem. Ando pelo lado direito da via. Uso capacete, sinalizadores com LED e no meu fone de ouvido toca um Jazz em níveis audíveis – sem atrapalhar o som do trânsito. Acredito ter consciência dos direitos e deveres de um cidadão e tento todo dia os colocar em prática.

Chego ao  viaduto que liga São José ao Alto Boqueirão (uma via que 2 carros conseguem andar lado a lado) um caminhão de pequeno porte passa por mim, me manda sair da rua e de quebra me manda também tomar no c*. O sinal a frente fecha, vou até o lado do motorista, digo que por lei ele teria que passar por mim a no mínimo 1.5m e mais uma vez ele me xinga. Perco a paciência e digo para ele aprender a ter respeito. Sigo minha viagem, no terminal do Carmo – que possui uma ciclovia – passo devagar pois tenho que dividir espaço com os pedestres, sendo que muitos me encaram como se eu estivesse transitando por onde não devia.

Ando pela canaleta do expresso que considero mais segura do que andar junto dos carros. Os policiais, ambulâncias e motoristas de ônibus já estão acostumados com a presença de ciclistas e muitos, mas muitos mesmo, são bastante respeitosos. Chegando no centro da cidade, pedestres atravessam por fora da faixa, cruzando pela parte da frente e de trás do ônibus o que já me deu (e me faz dar) muitos sustos. Chego no trabalho, encosto a bike e sei que na volta tudo será muito parecido.”

Veja, não sou exemplo de ser humano, mas tento respeitar o trânsito para ser respeitado. Evito encrenca e respeito os carros, pois sou motorista também. Tento não sacanear os pedestres, mas quando eles não fazem sua parte (como atravessar sempre na faixa) fica complicado. Cada um tem seu espaço. Os carros tem as ruas; os pedestres, as calçadas e a faixa; e os ciclistas ficam nesse meio termo.

Minha maior queixa são os pedestres, pois os carros, a cada dia que passa, respeitam mais e mais os ciclistas. Os pedestres não! Quando estou de bicicleta, evito transitar em calçadas e paro antes da faixa. Por favor, me respeitem, comecem a fazer a parte de vocês.

Nesse transtorno que já tem vida própria, noto que a cidade foi abandonada pelo governo. Nenhuma das as obras que serão feitas no trânsito para a Copa do Mundo prevê ciclovia. Existe um projeto de Lei que obriga vias revitalizadas ou construídas do zero a terem ciclovias.

A linha verde não desafogou o trânsito e não vai desafogar enquanto não for feito um viaduto que liga a Salgado Filho com a Imaculada Conceição. O sistema de transporte coletivo está mal distribuído e precário. Os incentivos para você comprar seu carro próprio são maiores do que os investimentos e a infra-estrutura da cidade, tanto para os carros quanto para as bicicletas. Estamos num ciclo vicioso que vai entrar em colapso e parece que ninguém ainda se deu conta.


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Feliz Ano Novo

“Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Hoje é oficialmente o primeiro dia do ano. O carnaval passou e agora o povo só espera dezembro para as festividades natalinas. Em um país rico e miserável, é incrível como o brasileiro é “chegadinho” em não trabalhar e tirar vantagem em tudo. Por esse e outros motivos estamos vivendo o momento político atual, que me dá vergonha. Como comentei no meu primeiro post, para que se preocupar se temos o carnaval todo ano? O carnaval é pior que futebol nesse país. A população entrar num frisson de ir para a praia e liberar todas as energias enrustidas ao longo de um ano duro. Libertinagem, sodomia, drogas e poluição sonora são extremamente normais e aceitáveis. Fico na dúvida se todos apenas soltam o verdadeiro “eu” ou se o carnaval é isso mesmo.
Mas assim como essa festa dita popular ocorre todo ano, temos também, desde que me conheço por gente, chuvas fortes que desabrigam milhares de famílias e causam inúmeras mortes. Desde que comecei a acompanhar os noticiários, percebo também que nada é feito e o governo tem sempre que liberar milhões de reais para cobrir os prejuízos superfaturados.

É incrível como uma simples festa do povo pode fazer esquecer de todos os nossos problemas. “Nesse momento estou sem casa, sem comida, sem luz, não sei qual vai ser meu futuro, mas graças ao bom Deus estou podendo acompanhar essa festa maravilhosa”. Isso é o que eu vejo acontecendo todos os anos.

A cada novo carnaval, o número de mortes nas estradas federais aumenta. Esse ano, comparado ao ano de 2003 (primeiro ano que a PRF começou a registrar esse dado) o número de mortos subiu em quase 50%. Foram 232 mortes ao total. “Mas qual o problema? Isso sempre ocorreu, é assim mesmo!” Eu não admito que a passividade do nosso povo seja tão grande. Me questiono o que seria do Rio de Janeiro se o governo não tivesse liberado 3 milhões da noite pro dia para as escolas que tiveram seus barracões queimados. Pelo carnaval, acho que teríamos uma revolta popular com passeatas e direito a tropa de choque para controlar a massa. Pão e circo… Esse é o nosso regime. Uma falsa democracia igualitária.

A previsão de fatuamente para esse ano com o carnaval era de 1.5 bilhões de reais. BILHÕES. Por ano o estado no Amapá, que é o estado que mais investe em educação, aplica apenas R$ 4.700,00 reais por aluno. Mais uma vez, R$ 4.700,00 por aluno, por ano. Quantos milhões, desses bilhões, são investidos em educação, saúde e segurança? As escolas de samba recebem do governo do estado aproximadamente 10 milhões pra realizar o desfile. Eu acho um belo investimento para manter o povo no marasmo. O carnaval deixou de ser uma festa o povo, uma festa para celebrar o começo da quaresma. Agora temos uma manobra política que consegue manter os problemas sociais, políticos e econômicos esquecidos.

Enquanto muitos estavam atrás de carros de som, com seus abadas suados e nojentos, fazendo xixi pelas ruas, milhares de famílias estão esperando ajuda do governo para poderem voltar ou reconstruir suas casas. O congresso parou de trabalhar na quinta-feira pré-carnaval e só voltou hoje.

São Paulo e Rio vivem todos os anos com o problema das enchentes. Faz uns 10 anos que o problema se repete e sempre leio que o governo investiu mais X milhões de reais em obras. As obras são feitas pela metade ou não são finalizadas, no ano seguinte é gasto mais Y milhões para cobrir os estragos e mais Z milhões são liberados para obras que não sairão do papel.

Enquanto o desfile nos encantava os olhos, a passarela 7 da Av. Brasil, no subúrbio do Rio de Janeiro, uma das vias mais importantes da cidade, foi palco de um incêndio. Um dia depois, parte do concreto da laje da passarela, caiu sobre um veículo, destruindo-o totalmente, onde graças a Deus, não houve vítima. O Presidente da associação dos moradores da Região de onde ocorreu o acidente já havia encaminhado nada mais nada menos do que 12 ofícios ao Prefeito, comunicando as péssimas condições da passarela e que um acidente mais grave poderia ocorrer. Como de fato ocorreu.

Não espero que um dia o carnaval acabe, espero que o povo tome consciência que o carnaval tem trazido muitos prejuízos para a economia e para a sociedade.


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Um Ponto Cego – Prefácio

Sou uma pessoa que acha que o ser humano, em especial no Brasil, já foi pro caralho. Raros são os momentos em que eu realmente encontro um motivo para pensar o contrário. Afinal, convivemos todos os dias com pessoas que estão cagando e andando para o futuro do país, da sua cidade, do seu povo e até mesmo de si. Mas e daí, né? “Agente temos” comida pra comer, “agente temos” carnaval todo ano, temos também o futebol nas terças, quartas, quintas, sábados e domingos e, de quebra, dá pra fazer aquele churrasquinho acompanhado de um pagodinho na lage com uma cervejinha bem gelada!

Diariamente somos bombardeados de inutilidades, futilidade e tantos outros termos que dariam uma bela lista. A televisão, o rádio e a internet conseguem deixar a cada dia que passa o povo mais alienado e desinteressado por questões importantes como a política. O Felipe Neto postou um vídeo no seu canal do YouTube que trata exatamente disso: a forma como a “massa” é conduzida, como nossos pensamentos e ações são formatados para pensarmos e agirmos do jeito “deles”. George Orwell previu esse cenário há mais de 60 anos no livro “1984″.

Certa vez li um livro que continha a seguinte frase: “Nossa geração foi ensinada a decorar os fatos históricos. Se ao menos entendêssemos esses acontecimentos, poderíamos fazer uma reflexão profunda e ‘prever’ possíveis acontecimentos no futuro, pois a história é cíclica”.  Não questionamos, não aprendemos, não pensamos… Esse é o nosso ponto cego. Esse é um pequeno cisco que quando enfiado em nossos olhos, toma proporção capaz de tapar toda nossa visão.


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Caos Aéreo?

Às vezes, tenho a impressão que, aqui no Brasil, nós consumidores somos inimigos das empresas prestadoras de serviço. Agora com esse caos aéreo (em véspera de Copa do Mundo), essa ação mostra como estamos longe de um modelo de país e de políticas empresariais que zelam por todos nós. Mas será que também não temos culpa? Será? Indiferente dos responsáveis, parabéns pela sensibilidade, Spanair.


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