Lilac Wine é o nome do novo clipe do The Cinematic Orchestra. A gravação é uma homenagem a marca Dr. Martens (marca inglesa de calçados, vestuário e acessórios que foi adota pela contra cultura nos anos 60) que comemora 50 anos. A música é um hit dos anos 90 de autoria de Jeff Buckley.
A produção do clipe ficou por conta da Blind e o material pode ser baixado no próprio site dos caras, em uma resolução mega boa ou você pode conferir depois do jump. Vale a pena o download dos quase 50mb para assistir em Full Screen.
No ano que vem estreia o documentário “Living in the Material World”. O filme vai falar da vida pessoal do guitarrista e da sua trajetória como um Beatle, com direito a entrevistas de Paul McCartney, Ringo Starr e Eric Clapton. Martin Scorcese teve a colaboração de Olivia Harrison, viúva de George, para dirigir o longa. Agora é só esperar pra ver.
A entrevista foi marcada para a tarde. Talvez ela não gostasse de acordar cedo. Chegamos ao local, a descrição conferia, um edifício alto com fachada néo-classica que terminava em torres góticas apoiadas sobre cúpulas bizantinas. Sim, aquilo era uma zona. Na subida do elevador nos perguntamos com que cara ela estaria hoje. Afinal as lendas são de que ela muda de aparência e estilo de tempos em tempos. O espanto do inesperado nos atingiu quando abriu-se a porta. O hall escuro estremeceu com a silhueta desenhada contra a luz da sala. Antes que perguntássemos fomos respondidos: sim, sou eu quem vocês procuram. Sentamos e respiramos fundo tentando controlar os batimentos cardíacos atrapalhados pela bela senhora. Que de senhora não tinha nada.
Como garoto virgem que senta e espera que a prostituta o inicie, esperei. Ela como estava no ramo há séculos saberia o que fazer para desinibir-nos. Foi direto ao assunto, contando como tudo começou. Sem frescura ou meias palavras. Como toda boa prostituta. Contou que ao desembarcar no Brasil após 1500 passou um tempo no litoral onde a usaram como era possível na época. Vinda da Europa, com tendências e comportamentos estrangeiros, teve que se adaptar à rudeza dos colonos recém-instalados. Quando foi chamada ao interior já havia experimentado de tudo. Passara na mão de coronéis, homens públicos que a usavam para demarcar território e impor as normas da coroa. Até membros do clero se aproveitavam de seus dotes. Garantiu-nos que sempre foi um fenômeno sua adaptabilidade. Ficou conhecida em todo o país. Mulher madura, onde passava deixava sua marca estampada. Fazia de tudo por um cliente satisfeito. Fosse ele cristão, ateu, rico ou pobre. Até quem não podia pagar não ficava na mão. Reinava absoluta no Império. Reis não pouparam ouro para tê-la a seu serviço. Em sua temporada em Minas não poupou homens de famíllia e padres. Vestiam-na com ouro e adornos feitos pelos melhores artistas da época.
Moça sempre aberta a mudanças, foi eclética e adotou comportamentos discutíveis até para uma prostituta. Mas seu passado recente lhe permitia tais inovações. Conheceu clientes fetichistas que com suas manias metálicas lhe causaram algumas cicatrizes. Que ela carrega até hoje com muito orgulho. Viveu a glória metálica da Revolução Industrial. Quando encontrou imigrantes no Paraná deu em muitas casas de madeira. Lembra bem até hoje das famosas técnicas de encaixe.
Sua vida mudou radicalmente quando conheceu Le Corbusier, um homem com tara por máquinas. Suas fantasias tecnológicas desvirtuaram a menina, que achava que já havia feito de tudo para os homens. Após ser penetrada pela modernidade foi dar em Brasília, atendendo a um presidente. De lá pra cá continuou realizando os desejos mais estranhos que surgiam. Ela nos disse que anda meio cansada, mas não pensa em se aposentar. Continua atendendo pobres e ricos. Diz que não sabe mais onde vai dar. Mas pra mim a velha Arquitetura vai continuar sempre um tesão.
Texto produzido por Cláudio Soares para um trabalho de História da Arquitetura, ministrada pelo professor Key Imaguire, em 2002.
Como Conhecer Seu Pai é um um curta-metragem documental, que retrata a vida de Thúlio através do seu acervo cultural. O personagem parece ser uma pessoa comum, vivendo sua vida tranquila em um subúrbio da cidade, no entanto, descobrimos que o personagem é um grande artista. O filme tem fortes influências de Stanley Kubrick e foi dirigido pela estudante de cinema Harebell Suzuki.
No começo da década de 2000, o cena underground norte americana de posters de rock passou por um renascimento surpreendente. Embalados pelo surgimento do Gigposters.com, um catálogo precioso de posters de todo o mundo, novos artistas surgiram e injetaram criatividade e talento no movimento.
É nessa onda que mergulhou a diretora Eillen Yaghoobian para produzir seu documentário Died Young, Stayed Pretty.
O filme segue Yaghoobian enquanto ela percorre os Estados Unidos e Canadá atrás desses artistas da contra-cultura. Art Chantry, Brian Chippendale, Ames Bros, Print Mafia e Rob Jones são algumas das ilustres figuras que aparecem na tela. Em seus portfolios, artistas como Arcade Fire, Broken Social Scene, Radiohead, White Stripes, Ween, Sonic Youth, Pearl Jam, Queens of Stone Age, Bob Dylan… a lista é grande.
Nas palavras de Eillen:
“I’m thrilled to be able to give voice to this close-knit group of DIY artists that are giants within their own world but remain unknown to the mainstream. Stealing from the golden era of Americana, they pervert classic pop culture references and slap it in the face of polite society while safely treading under the radar- picking up pieces of America’s disposable culture and turning them into beautiful obscenities.”
Brasileiros, somos realmente seres incomuns nesse continente. Apesar de todas as desgraças que corroem nosso país, ainda somos capazes de produzir mentes criativas como Speto, Os Gêmeos, Bruno 9Li entre outros milhares espalhados por aqui e mundo afora.
É belo registro para entender o mundo dos sneaker heads e o que faz gente colecionar tênis como se fossem obras de arte.
O projeto começou como Trabalho de Conclusão de Curso de Edson Soares, para o curso de Jornalismo na USP, mas o material ficou tão legal que foi até exibido na Mostra Internacional de Cinema.
Edson tentou conseguir apoio para produzir cópias em DVD, mas não deu certo.
Você pode assistir ao documentário inteiro aqui. Vale a pena.
Radical Jesters é um documentário interessantíssimo dirigido por Tim Jackson. O filme trata dos culture jammers, performancers, intervencionistas e artistas que utilizam o espaço público para promover ações de guerrilha, intervenções, flash mobs, etc., provocando debate e reflexão na sociedade a cerca de importantes questões culturais.
Carolyn e Andy London, da Londonsquare, criaram este magnífico curta que mostra cidade de Nova York sobre uma nova perspectiva.
Eles colheram depoimentos de diversos moradores da cidade e escolheram objetos nas ruas para ilustrar suas personalidades. Depois, animaram os objetos com o som das entrevistas.