Muitas vezes a abertura de um filme é melhor que o próprio. Já cheguei várias vezes a voltar o DVD só pra ver de novo. Quem curte cinema sabe que uma boa abertura pode até fazer com que você aguente mais um tempo um filme sem futuro, mas quase sempre bons filmes vêm com ótimas aberturas.
No watchthetitles.com e no artofthetitle.com você pode ver e rever muitas aberturas que são verdadeiras aulas de fotografia, animação e edição. Além das aberturas tem um acervo interessante com entrevistas dos estúdios e seus criadores.
Quando tudo pode ser criado digitalmente, o fazer à mão ganha outro charme e poder. Vejo uma crescente legião de criativos espalhados pelo mundo, que mesmo dominando avançadas ferramentas digitais conseguem fazer um remix “anadigi”, como se dizia nos falecidos 80.
Tenho visto várias campanhas que usam técnicas analógicas de produção. E não precisa ser algo de outro mundo não. Simplicidade e senso estético apurado é quem mandam. Existem projetos feitos com papel, cola e tesoura e quase sem pós-produção tão impressionantes quanto CGIs milionários.
Quando bati o olho nessa campanha dos sorvetes Ben & Jerry’s achei o visual muito poderoso e coerente com a pegada do produto, um sorvete “caseiro”. Quando você descobre que é tudo feito à mão mesmo, usando até garrafa PET como estrutura dos bichinhos, a coisa fica ainda mais saborosa.
Como é raro poder ver os bastidores dessas produções “low tech”, segue o “making of” onde dá entender cada detalhe do “mão na massa” dos caras.
Veja outros exemplos de coisas à mão que ficaram bem resolvidas. Se você der uma busca por mais desse assunto verá que não é uma tendência ou modismo, o feito à mão ganhou seu lugar ao lado do high tech e não sai mais de lá.
Trata-se de um software que captura os movimentos da caneta de um graffiteiro no momento em que ele está criando uma tag. O software então cria uma representação digital em três dimensões desses movimentos, com efeitos de partículas.
O resultado fica bem interessante e creio que possa ser aplicado a qualquer tipo de desenho. No vídeo abaixo, você pode ver uma sequência de tags capturadas por Roth, enquanto ele foi desenvolvendo o software:
Roth já usou o Graffiti Analysis 2.0 em um projeto de projeções em vários prédios e monumentos, que você pode ver aqui.
Dirty Po(or)ster é um projeto do designer norte americano Roland Tiangco. Basicamente, o conceito é fazer as pessoas sujarem as mãos enquanto interagem com o material.
Acompanhe a sequência de imagens abaixo que você vai entender como funciona:
Interessante, não?
E não vai demorar muito para alguém aproveitar esse conceito pra aplicar em alguma campanha. Mala direta, por exemplo. Espere pra ver. Já me passaram várias pela cabeça.
Apesar da categoria Design existir somente há dois anos em Cannes, ela é uma das mais interessantes de acompanhar. Principalmente pela subcategoria Design de Embalagem.
Dê uma olhada nos premiados deste ano.
–> Ouro
Linha de produtos do Jamie Oliver Design de Pearlfisher Vinhos Gut Oggau Design de Jung von Matt
A Médicos sem Fronteiras está lançando campanha global para promover o acesso dos que precisam às patentes dos medicamentos usados no tratamento da AIDS.
A intenção é promover um “pool de patentes”, que não se trata de quebrar as patentes, mas liberar o acesso, mediante pagamento de royalties. É uma medida interessante, pois é vantajoso para todas as partes. Você pode ver mais informações aqui.
Mas vamos à campanha.
4 animações muito legais foram criadas explicando todo o funcionamento e passando informações sobre a AIDS.
É legal ver como uma porrada de vídeos no estilo typography motion estão aparecendo por aí. Eu gosto muito, o ponto forte é que você consegue assimilar um monte de informações, que sem os atrativos visuais iam perder a força. Veja os exemplos abaixo.
A Trebuchet MS é uma fonte sem serifa e foi desenhada para a Microsoft em 1996 pelo designer Vincent Connare (também pai da Comic Sans). O vídeo abaixo é um exemplo de Kinetic Typography feito pelo italiano Gabriele Maggio. Destaque para a narração!